Sem querer alongar-me com grandes introduções, queria apenas dar o primeiro passo com um pequeno aviso à navegação, chamemos-lhe assim.
Desde que sei escrever que me lembro de escrever para mim e nunca senti necessidade de partilhar o que escrevia com o resto do mundo (excepto, claro, quando se tratava de contexto que não pessoal).
Por este motivo sobrevivi com facilidade à febre dos blogs sem que me afectasse e à tendência que na altura se instalou de toda a gente ter algo para dizer e querer, forçosamente, que o resto das pessoas lessem o que tinham para dizer, por mais banal ou inútil que fosse.
Mas com o passar dos anos fui também sendo confrontada com situações em que, repetidamente, pensei “isto parece saído de um filme” e aos poucos fui começando a achar que talvez fosse um desperdício não anotar essas situações.
Para além disto, recusava-me a acreditar ser a única a quem isto acontecia.
Resumindo: motivada por algumas pessoas na minha vida que pareciam retirar prazer de algumas das minhas histórias e na esperança de encontrar alguém que se identifique com o que eu tenho para dizer e que, como eu, já pensou em vender os direitos da sua vida a uma produtora de televisão americana, decidi criar este espaço.
Não esperem histórias mirabolescas a toda a hora e situações surreais constantes, porque apesar de o que eu tenho para partilhar ter a sua quota de peculiar, não deixam de ser coisas reais e, como todas as coisas reais, às vezes têm tanto de peculiar como de aborrecido.
Espero que, pelo menos, o que aqui for deixando entretenha quem estiver a ler. Se isso tornar o dia de que estiver desse lado um pouco mais ligeiro já me dou por feliz.
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