Ainda mal me tinha caído a ficha de que o Paulo ia de facto para fora do país quando soube que dali a menos de uma semana já cá não estaria.
Durante os dias seguintes iria estar a viver como se não houvesse amanhã ou como se estivesse de partida para a China, indefinidamente. Combinava pequenos almoços, almoços, lanches, jantares, copos, encontros com este e aquela, ida à festa da Time Out, ao futebol, tudo o que fosse possível encaixar nas 24h do dia.
E sabia isto tudo graças ao Facebook que, qual espião ultra-eficiente, me punha a par de tudo, o que queria saber e até o que não fazia mesmo questão. De qualquer modo, neste caso até havia um aspecto positivo, poder confirmar que nada da minha agenda coincidia com a dele e assim poder ter a certeza de que não teria que sequer enfrentar a possibilidade de dar de caras com ele numa situação qualquer – o que não seria o fim do mundo mas era desnecessário.
Posto isto, na minha cabeça era só uma questão de os poucos dias que faltavam para a viagem passarem, ele partir e o assunto ficar arrumado de vez.
Sexta-feira, quase final de tarde, preparava-me para nessa noite ir ao teatro com duas amigas, girl’s night mas calma, nada de loucuras, quando o meu telefone tocou. Do outro a Cláudia, uma das girls incluídas no programa, dizia que era a maior e que tinha conseguido arranjar convites para a festa de aniversário da Time Out por isso do teatro seguíamos para lá. Bastou uma conta rápida de cabeça para me lembrar que havia alguém que iria a essa festa e que haveria a possibilidade de nos cruzarmos.
Por um lado não me apetecia vê-lo, era mais fácil deixar o caso como estava. Por outro, não ia deixar de ir por causa disso, até porque queria ir.
Vou saltar o relato do drama que foi mudar de planos e em vez de ir apenas a uma peça de teatro com as amigas ir ainda a uma festa daquelas mas,
abananada com a notícia inesperada, lá me reorganizei, disse adeus à noite calma e tranquila e fui.
Assim que pus um pé no jardim do palacete onde a festa aconteceu a minha faceta mais paranoica veio imediatamente ao cimo e olhei em volta para fazer o reconhecimento do terreno e quem por ali estava naquele momento.
O espaço era magnífico mas andar a circular pelas inúmeras divisões de uma casa, de sala em sala, estava a tornar-se um teste aos nervos. Ficava por milésimos de segundo sem respirar cada vez que via alguém parecido com ele (e como era possível haver tantos homens parecidos?!).
Cada vez mais pensava no que faria se desse de caras com ele, continuava a andar, falava-lhe, se falasse o que dizia (digamos que um “Olá, tudo bem?” não é a escolha adequada para quem não se falava há alguns anos e tinha trocado aquelas mensagens)…
Ao fim do primeiro copo já estava decidida que falaria se a ocasião se proporcionasse. Um pouco depois e era certo para mim que falaria, pois claro, e à medida que o tempo foi passando aconteceu algo bastante bom, pura e simplesmente relaxei e diverti-me.
Algumas horas, uns quantos copos e muitas gargalhadas depois decidimos dar a noite por encerrada e a sensação que tive enquanto passava pelo portão do palecete era de alívio à mistura com satisfação.
Ironicamente encontrei lá uma pessoa do passado e que em tempos muito idos teria provocado uma reacção paranoica semelhante se tivesse a probabilidade de o encontrar numa situação daquelas mas com quem, com o passar dos anos e muita água corrida, fui ficando bastante confortável no papel de apenas amiga e a quem falei sem problemas, feliz por o ver ali.
De resto tudo correu sem sobressaltos. Dali a dois ou três dias ele estaria de partida (eu até já lhe tinha desejado boa sorte e boa viagem) e as coisas iam ficar calmamente resolvidas. Sem ressentimentos.
E sabia isto tudo graças ao Facebook que, qual espião ultra-eficiente, me punha a par de tudo, o que queria saber e até o que não fazia mesmo questão. De qualquer modo, neste caso até havia um aspecto positivo, poder confirmar que nada da minha agenda coincidia com a dele e assim poder ter a certeza de que não teria que sequer enfrentar a possibilidade de dar de caras com ele numa situação qualquer – o que não seria o fim do mundo mas era desnecessário.
Posto isto, na minha cabeça era só uma questão de os poucos dias que faltavam para a viagem passarem, ele partir e o assunto ficar arrumado de vez.
Sexta-feira, quase final de tarde, preparava-me para nessa noite ir ao teatro com duas amigas, girl’s night mas calma, nada de loucuras, quando o meu telefone tocou. Do outro a Cláudia, uma das girls incluídas no programa, dizia que era a maior e que tinha conseguido arranjar convites para a festa de aniversário da Time Out por isso do teatro seguíamos para lá. Bastou uma conta rápida de cabeça para me lembrar que havia alguém que iria a essa festa e que haveria a possibilidade de nos cruzarmos.
Por um lado não me apetecia vê-lo, era mais fácil deixar o caso como estava. Por outro, não ia deixar de ir por causa disso, até porque queria ir.
Vou saltar o relato do drama que foi mudar de planos e em vez de ir apenas a uma peça de teatro com as amigas ir ainda a uma festa daquelas mas,
abananada com a notícia inesperada, lá me reorganizei, disse adeus à noite calma e tranquila e fui.
Assim que pus um pé no jardim do palacete onde a festa aconteceu a minha faceta mais paranoica veio imediatamente ao cimo e olhei em volta para fazer o reconhecimento do terreno e quem por ali estava naquele momento.
O espaço era magnífico mas andar a circular pelas inúmeras divisões de uma casa, de sala em sala, estava a tornar-se um teste aos nervos. Ficava por milésimos de segundo sem respirar cada vez que via alguém parecido com ele (e como era possível haver tantos homens parecidos?!).
Cada vez mais pensava no que faria se desse de caras com ele, continuava a andar, falava-lhe, se falasse o que dizia (digamos que um “Olá, tudo bem?” não é a escolha adequada para quem não se falava há alguns anos e tinha trocado aquelas mensagens)…
Ao fim do primeiro copo já estava decidida que falaria se a ocasião se proporcionasse. Um pouco depois e era certo para mim que falaria, pois claro, e à medida que o tempo foi passando aconteceu algo bastante bom, pura e simplesmente relaxei e diverti-me.
Algumas horas, uns quantos copos e muitas gargalhadas depois decidimos dar a noite por encerrada e a sensação que tive enquanto passava pelo portão do palecete era de alívio à mistura com satisfação.
Ironicamente encontrei lá uma pessoa do passado e que em tempos muito idos teria provocado uma reacção paranoica semelhante se tivesse a probabilidade de o encontrar numa situação daquelas mas com quem, com o passar dos anos e muita água corrida, fui ficando bastante confortável no papel de apenas amiga e a quem falei sem problemas, feliz por o ver ali.
De resto tudo correu sem sobressaltos. Dali a dois ou três dias ele estaria de partida (eu até já lhe tinha desejado boa sorte e boa viagem) e as coisas iam ficar calmamente resolvidas. Sem ressentimentos.
Teria sido melhor se eu não tivesse cedido à paranoia, mas que fazer? Foi mais forte que eu.
(Nota: todos os nomes referidos são fictícios, ainda que as pessoas sejam reais.)
(Nota: todos os nomes referidos são fictícios, ainda que as pessoas sejam reais.)
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